Devil May Cry: o legado de Dante retorna em grande estilo na Netflix
Poucas franquias conseguiram unir ação estilizada, carisma e narrativa sombria com tanta personalidade quanto Devil May Cry. Desde sua estreia em 2001, a série da Capcom redefiniu o gênero hack and slash e construiu uma mitologia marcada por demônios, rivalidade familiar e combates cinematográficos.
Agora, com a nova adaptação animada da Netflix, o legado de Dante volta aos holofotes, reacendendo o interesse tanto de veteranos quanto de uma nova geração de fãs.
Devil May Cry na Netflix: a nova adaptação animada
A clássica franquia da Capcom ganhou uma adaptação animada pela Netflix, trazendo Dante de volta em uma jornada intensa entre o mundo humano e o inferno.
Produzida por Adi Shankar (Castlevania) e animada pelo Studio Mir, a série estreou em 3 de abril de 2025, com 8 episódios repletos de ação, combates brutais e a atmosfera sombria que tornou a franquia tão marcante.
A trama acompanha Dante, o lendário caçador de demônios, enfrentando uma ameaça capaz de abrir os portões do inferno e mergulhar o mundo no caos.
Para os fãs, a boa notícia é que a segunda temporada já foi confirmada, prometendo expandir ainda mais o universo e aprofundar o conflito entre Dante e Vergil.
Com visual estilizado, trilha pesada e cenas eletrizantes, o anime reforça por que Devil May Cry da Netflix se tornou uma das adaptações mais aguardadas dos últimos anos.

A evolução da franquia Devil May Cry
Para entender o peso dessa nova adaptação, vale revisitar a trajetória da franquia ao longo de mais de duas décadas.
| Jogo | Ano | Protagonistas | Inovação Mecânica Principal | Diretor |
|---|---|---|---|---|
| Devil May Cry | 2001 | Dante | Style Rank, Juggle Mecânico | Hideki Kamiya |
| Devil May Cry 2 | 2003 | Dante, Lucia | Esquiva dedicada, troca de armas | Hideaki Itsuno |
| Devil May Cry 3 | 2005 | Dante | Sistema de estilos e duelo com Vergil | Hideaki Itsuno |
| Devil May Cry 4 | 2008 | Nero, Dante | Devil Bringer e troca de estilos em tempo real | Hideaki Itsuno |
| DmC: Devil May Cry | 2013 | Dante (Reboot) | Modificadores angelicais/demoníacos | Ninja Theory |
| Devil May Cry 5 | 2019 | Nero, Dante, V | RE Engine, Devil Breakers, campanhas paralelas | Hideaki Itsuno |

O panteão dos filhos de Sparda: personagens principais
Dante
Filho da humana Eva e do lendário demônio Sparda, Dante é o símbolo máximo da franquia. Seu casaco vermelho, cabelos platinados e arsenal icônico — Rebellion, Ebony & Ivory — definiram uma geração.
Por trás do sarcasmo e da irreverência, existe um personagem marcado pelo peso de sua herança e pela perda de sua família.
Vergil
O irmão gêmeo de Dante representa seu completo oposto.
Frio, calculista e obcecado por poder, Vergil passou a desprezar sua fragilidade humana após o trauma da morte de Eva. Portando a katana Yamato, sua rivalidade com Dante se tornou o núcleo dramático da franquia.
Nero
Introduzido em Devil May Cry 4, Nero trouxe uma nova energia para a série.
Impulsivo, emocional e determinado, ele descobre ser filho de Vergil e passa a enfrentar não apenas demônios, mas também o peso de um legado gigantesco.
Trish
Criada por Mundus à imagem de Eva, Trish começou como armadilha para Dante, mas desenvolveu humanidade e se tornou uma de suas maiores aliadas.
Seus poderes elétricos e domínio da espada Sparda a tornaram peça importante na história.
Lady (Mary)
Uma humana que provou que coragem pode rivalizar com poder demoníaco.
Movida por vingança contra seu pai Arkham, Lady abandonou seu nome original e se tornou uma das personagens mais importantes do universo Devil May Cry.
Sua arma icônica, Kalina Ann, virou símbolo de sua brutalidade em combate.
Sparda
O lendário Cavaleiro Negro.
Há dois mil anos, Sparda se rebelou contra o submundo para proteger a humanidade. Seu legado molda toda a história da franquia e permanece vivo através de seus filhos.
Devil May Cry 5: o ápice da ação estilizada
Lançado em 2019, Devil May Cry 5 é amplamente considerado o auge técnico e narrativo da franquia.
Após anos de hiato, a Capcom retornou à linha principal entregando um dos melhores hack and slash já produzidos.
Gráficos e RE Engine
Construído na poderosa RE Engine, o mesmo motor de Resident Evil 7 e Resident Evil 2 Remake, DMC5 elevou a série a um novo patamar visual.
As expressões faciais, física das roupas e fluidez das animações tornaram o espetáculo ainda mais cinematográfico.

Gameplay: três protagonistas, três estilos
O grande diferencial de DMC5 é sua divisão entre três estilos de jogo completamente distintos.
Nero
Retorna com sua espada Red Queen e o revólver Blue Rose, agora com os inovadores Devil Breakers, próteses mecânicas criadas por Nico.
Cada braço altera completamente o combate.
Vergil
O personagem mais experimental do jogo.
V não luta diretamente: invoca Griffon, Shadow e Nightmare, criando um combate tático e diferente de tudo visto antes na franquia.
Dante
Aqui Dante alcança seu auge mecânico.
Seus quatro estilos clássicos (Trickster, Swordmaster, Gunslinger e Royalguard) podem ser alternados em tempo real, criando combos absurdamente complexos.
Seu arsenal inclui até a Cavaliere, uma motocicleta que se transforma em serras gigantes.

Narrativa: o acerto final de uma família
A história gira em torno do surgimento da árvore demoníaca Qliphoth e do poderoso demônio Urizen.
Mas o verdadeiro coração da narrativa está no confronto definitivo entre Dante, Vergil e Nero.
É o fechamento mais importante da linhagem de Sparda.

Trilha sonora dinâmica
A música em DMC5 é parte ativa da jogabilidade.
Quanto melhor seu desempenho, mais intensa a trilha se torna.
Faixas como Devil Trigger e Subhuman se tornaram hinos da comunidade gamer.
Impacto e recepção
O jogo venceu Melhor Jogo de Ação no The Game Awards 2019.
Com mais de 8 milhões de cópias vendidas, tornou-se o maior sucesso comercial da franquia.
Para muitos, é a referência máxima de gameplay técnico no gênero.
A teia multimídia de Devil May Cry: livros, anime e lore expandido
O universo de Devil May Cry vai muito além dos games.
A franquia possui light novels, mangás e séries animadas que aprofundam a cronologia oficial.
Tony Redgrave: a origem literária
Antes do primeiro jogo, Dante utilizava o pseudônimo Tony Redgrave.
Essa fase é explorada na primeira light novel de 2002.
Foi ali que conhecemos Nell Goldstein, criadora de Ebony & Ivory.
Essa parte do lore é fundamental para entender o passado de Dante.
O anime de 2007 e sua conexão com DMC5
Produzido pelo estúdio Madhouse, o anime clássico expandiu o cotidiano de Dante entre DMC1 e DMC2.
Foi ali que surgiram:
- Patty Lowell
- Morrison
Durante anos, muitos acreditavam que esse anime estava fora do cânone.
DMC5 confirmou que não.
Patty e Morrison retornam oficialmente, conectando diretamente a animação ao universo principal.

Visions of V: a mente de Vergil
O mangá Devil May Cry 5: Visions of V é essencial para entender o lado humano de Vergil.
A obra mostra seus traumas, culpa e o conflito interno que culmina em DMC5.
É uma peça importante do quebra-cabeça.

Devil May Cry em ordem cronológica
Para quem deseja mergulhar na história completa, esta é a ordem oficial:
- Devil May Cry (Novel 1)
- Devil May Cry 3 (Mangá)
- Devil May Cry 3
- Devil May Cry 1
- Devil May Cry (Novel 2)
- Devil May Cry: The Animated Series
- Devil May Cry 2
- Devil May Cry 4
- Devil May Cry 5: Before the Nightmare
- Devil May Cry 5
- Devil May Cry 5: Visions of V
Conclusão
Seja nos games, nos livros ou agora no anime da Netflix, Devil May Cry continua provando que estilo, tragédia e ação podem coexistir em uma das mitologias mais marcantes da cultura gamer.
Com Dante novamente em evidência e uma nova geração descobrindo seu universo, uma coisa é certa:
O legado de Sparda está longe de terminar.