Quando o verão amadurece

Por: Violante Saramago Matos

Categoria: Crônica / Poesia


Editora

Rua do Sabão

Publicação

2026

Páginas

124

Idioma

pt

ISBN-13

9786552450302

Preço Médio

R$ 68,90

Quando o verão amadurece é um compilado de textos de Violante Saramago Matos redigidos a partir da observação atenta de cenas do cotidiano e dos noticiários. Com uma escrita ora delicada, ora crítica, a portuguesa tece reflexões a respeito da necessidade urgente de repensarmos a forma como nos relacionamos com o próximo e com o meio que habitamos.

Com base em vivências, encontros e constatações feitas da varanda de sua casa, Violante estabelece um chamado para que construamos outro tempo neste tempo. E, como não poderia deixar de ser, ainda dedica algumas páginas para evocar a memória de seus pais, a artista plástica Ilda Reis, e o vencedor do Nobel de Literatura, José Saramago.

Nesta coletânea, a autora convida o leitor a contemplar o presente, enxergar o mundo com mais empatia e agir com mais intenção, para que, a cada palavra convertida em gesto, possamos amadurecer de forma mais plena e humana.

“Os textos que compõem este volume de Violante Saramago Matos, a maior parte deles organizados de forma cronológica, dada a significativa relação existente entre o momento da escrita e o contexto vivido à data da produção, constituem uma viagem feita de pequenos passos em primeira pessoa que ora surpreende com o registo poético, ora enternece num tom memorialista, ora provoca, em timbre irônico, humorístico, dessacralizante, ora narra, com ritmo sedutor. Vida escrita, no fundo, porque nasce do quotidiano, de um olhar mais demorado sobre um objeto, um evento, a expressão de um animal, de uma recordação.”

― Luísa Antunes Paolinelli, escritora

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Foto de Violante Saramago Matos
Violante Saramago Matos

Violante Saramago Matos é bióloga, escritora, ativista antifascista e figura política portuguesa, conhecida também por ser a única filha de José Saramago e da artista plástica Ilda Reis. Sua escrita cruza memória familiar, compromisso cívico e reflexão sobre a democracia, como se vê em livros como De memórias nos fazemos e Quando o verão amadurece.


Formação e carreira profissional
Violante nasceu em Lisboa em 1947 e licenciou-se em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Ao longo da vida, atuou como professora do ensino secundário e técnica de controlo laboratorial de alimentos, além de trabalhar na área de gestão de recursos humanos ligada ao ambiente na Madeira.


Desde 1980 vive no Funchal, na Ilha da Madeira, onde consolidou tanto a carreira profissional como a intervenção política e cultural.


Ativismo e luta política
Ainda jovem, participou ativamente nas lutas estudantis contra a ditadura do Estado Novo, a guerra colonial e a guerra do Vietname, integrando o movimento associativo estudantil em Lisboa. Em 1.º de maio de 1973 foi presa política, cumprindo três meses na prisão de Caxias devido à sua militância antifascista, experiência que marca profundamente o seu testemunho público sobre memória e liberdade.


Depois da Revolução de 1974, manteve forte participação cívica em causas como Timor-Leste, a oposição à guerra do Iraque e as campanhas pela despenalização da interrupção voluntária da gravidez.


Atuação institucional
Violante foi deputada à Assembleia Legislativa da Madeira e vereadora da Câmara Municipal do Funchal, primeiro eleita como independente nas listas do Partido Socialista e mais tarde ligada ao Bloco de Esquerda. Também foi mandatária regional em campanhas presidenciais, apoiando candidaturas como as de Manuel Alegre e António Sampaio da Nóvoa, reforçando a sua presença na vida pública portuguesa.


Essa experiência institucional alimenta a sua reflexão sobre ética, democracia e responsabilidade coletiva, temas que atravessam suas intervenções e textos.


Obra literária e memória
Como autora, Violante destaca-se sobretudo por obras de caráter memorialístico e ensaístico, em que revisita a história familiar e o legado de José Saramago. Em De memórias nos fazemos, entrelaça recordações íntimas com episódios políticos e culturais, enquanto em Quando o verão amadurece explora, em crônicas e poemas, o cotidiano, a paisagem da Madeira e o amadurecimento afetivo e político.


Além da escrita, também se dedica às artes visuais, sendo referida como pintora, o que reforça o traço de diálogo entre literatura, imagem e memória na sua trajetória.

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